Vamos abrir a mente?

Archive for setembro, 2010

iPhone4: Arrojo vs Usabilidade?

Reparei que os três projetos que eu mencionei no post passado não usam sensores… então resolvi sair do “amador” para o profissional e falar do iPhone4, que acabou de chegar em terras brazucas.

Bom, primeiro queria declarar que eu estava lá! Já que o pessoal usa camisas de “eu fui” para shows de rock, coloco aqui uma foto do lançamento do badalado celular da Apple na TIM NYCC, por volta de 23h30 de quinta, 16/09. Orgulhosamente declaro que eu era o primeiro da (longa) fila ansiosa por ter um dos (caros) brinquedinhos  nas mãos.

Olha eu ali quase no centro da foto, atrás do cara de óculos

Eu poderia fazer um post enorme reclamando da desordem que foi esse evento, mas como estou aqui para falar do celular em si, vamos lá.

O iPhone, como seus antecessores, é recheado de sensores: de proximidade, de luminosidade, acelerômetro… isso sem falar obviamente nos sensores de condução elétrica para o multitoque. O celular desse ano tem, inclusive, um inédito giroscópio de 3 eixos.

Exemplificando, todo mundo que já jogou Real Racing sabe porque o acelerômetro virou moda em celulares – é divertido e diferente de ficar apertando botões para virar um carro, quando o ato de fazer a curva é de girar, e não apertar. O sensor de proximidade faz com que, por exemplo, o celular apague a tela quando estamos em ligação e encostamos o celular no ouvido. Ao distanciar, seja no fim da ligação ou para consultar um número, etc, a tela se acende novamente. Já o sensor de luminosidade percebe a luz ambiente e procura adequar o brilho da tela adequadamente.

O funcionamento dos sensores é muito bom. Não tive a oportunidade de jogar ainda nada que utilize o giroscópio, mas sei que ele dá ao usuário a possibilidade de girar o corpo e a visão no aparelho girar junto, além de juntar-se ao acelerômetro para dar um movimento muito mais preciso. Isto foi demonstrando por Steve Jobs ao vivo, jogando Jenga (postei o vídeo aqui, acho muito divertido), e já foi incluido no popular FPS N.O.V.A., da Gameloft. Uma série de apps também já foram criados por desenvolvedores tentando aproveitar o hype do momento.

O iPhone é para mim uma revolução plena nos smartphones, na venda e produção de aplicativos para celulares, nos diplays touchscreen, na indústria digital, no design industrial, na eletrônica… O iPhone 4 é o melhor já criado, e difícil de largar por alguns minutos que sejam. Mas como tudo tem defeitos, a bateria segue durando pouco, mesmo aumentada em relação ao 3GS e, principalmente, o Antennagate é real. As barras de sinal caem vertiginosamente ao segurar o celular normalmente (sou canhoto, e minha mão vai naturalmente na área de transmissão GSM da lateral metálica). Infelizmente, vou precisar colocar esse lindo design dentro de uma case plástica, ou mudar o meu jeito de segurar. Logo a Apple, que meses antes fez propaganda de que seus produtos se adaptam ao consumidor, e não o contrário…

De qualquer forma, eu acho que a intenção de fazer um novo design acabou saltando a prioridade máxima, que é ser impecavelmente útil em situações normais, como qualquer produto da Apple. Usei o iPhone 3GS e tenho um 3G, e nunca acontece nada semelhante, independentemente da forma como eu seguro o celular. A Apple fez questão de mostrar que faz extensos e rigorosos testes com cada produto que faz. Ora, então certamente ela detectou esse problema, ou será que todos os testers usavam cases no aparelho para disfarçar a novidade – somente para depois ser esquecido em um bar?

Desabafos a parte, eu trabalharia mais no sensor de luminosidade. Muitas vezes ele não trabalha corretamente, e eu vou constantemente na tela de ajustes para regular o brilho manualmente – isso vale para os iPhones anteriores também. Vi alguns relatos de pessoas experimentando problemas com os sensores de proximidade no iPhone 4 – ainda não vi nenhum por enquanto com o meu. É difícil sugerir mudanças no smartphone mais popular do planeta, mas é notório que sempre há campo para melhorias.


Boate com arduino

Tá aí algo legal de se ter em casa. Ou pelo menos na casa daquele amigo que sempre faz uma festinha. Um americano, Brian, postou no YouTube no fim do ano passado um vídeo do jogo de luzes que elaborou em um dos cômodos de sua casa, usando Arduino.

Sala banhada de vermelho...

De acordo com a descrição do vídeo, Brian utiliza um set de 18 LEDs RGB, que são capazes de fazer luz ambiente ou manter-se em cores específicas. Mas o Ó do projeto é que elas acompanham a música que está sendo tocada.

verde...

Brian se inspirou no Mood Light, um projeto muito bacana e ousado de Sylvain Bissonnette, que encheu a cozinha da casa dele com LEDs RGB, gerou um painel de controle e vários tipos de padrões para as luzes, individualmente e em grupos maiores ou menores, e trabalhou também na parte de áudio, que inspirou Brian a fazer este projeto. Vale mencionar que Bissonnette, por sua vez, se inspirou em um outro trabalho, The Mood Lamp, de Toon Beerten. Sylvain ficou encantando com os LEDs de 3watts RGB, e quis fazer um projeto com eles. O produto do Toon Beerten me lembra muito as luzes do segundo andar do cinema Roxy, em Copacabana…  linkei o vídeo da Mood Lamp no final do post.

Mood Light em ação

Voltando ao vídeo do Brian, ele explica que há dois canais de áudio. O primeiro passa por filtros para determinar os volumes em diferentes frequências. O software percebe quando o volume passa da média e é assim acionado. Cada LED RGB tem 3 watts, 1 para cada canal. Para diminuir o intenso brilho-de-cegar-pessoas, os LEDs são envoltos em latas de atum e lentes de plástico. Heat sinks resfriam as mesmas. Os 54 watts são seguros por transistors.

e azul.

Um trabalho muito legal. A única coisa que deveria ser mexida é o cara estudar um pouco mais sobre vídeo para promover melhor o que fez, e começar a fazer a vender o serviço…! Ia se dar bem no Rio.


Destruir para construir

Então, aula passada tivemos nossa primeira experiência com a protoboard.

Essa plaquinha nos dá a vantagem de poder montar circuitos experimentais sem de fato fazer as soldas. Isso permite uma maleabilidade muito grande, e possibilidades de brincadeiras, mudanças constantes e experiências.

Assim foi na aula. Levamos eletrônicos velhos, abrimos, quebramos, batemos, arrancamos. Com as peças úteis, montamos coisas interessantes.

Com a nossa protoboard, eu e o Johann fizemos a nossa “batedeira do mal”. Leds, um motor, um potenciômetro e uma peça de metal acoplada. Girando o motor, a peça girava como uma batedeira, e as luzes davam o visual. Depois, no fim da aula, substituímos os leds por um conjunto gigante de leds vermelhos. Show de bola.

Fico devendo as fotos da batedeira do mal pois estão com Oto, Johann e Renan e eles não postaram (é, dedurando os coleguinhas). Hehehehe. Por sinal, peguei essas fotos do blog do Oto, direitos autorais concedidos, etc. =P

Até mais!


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